O que é fanatismo

  

O QUE É FANATISMO? 

Defesa ferrenha a uma determinada religião.

Paixão exagerada por uma religião que vai acima do bom senso. 

Apego obstinado a uma igreja, seita ou ramo religioso.

O fanatismo, por ser uma defesa ferrenha, nasce de um ataque sofrido ou combate à concorrência. O fanatismo é a resposta que uma religião dá quando é atacada ou sofre ameaça. É justo aí que nasce o fanatismo, uma espécie de luta partidária, combate de torcidas uniformizadas. O fanatismo, depois de muito tempo, se torna uma disputa para ver quem é o melhor, maior, mais rico e poderoso. O fanatismo passa a não ter mais limites! Gerando assim, um “rastro de mortos” pelo caminho que passa.

A melhor maneira de provocar um fanático e reconhecê-lo é atacando sua religião. Quando isso acontece, ele se escandaliza fortemente e revela seu fanatismo. No fanatismo é extremamente proibido rir de alguma piada que se faça de sua religião. Isso já seria um princípio de traição. O fanático não sabe dialogar quando é contrariado. Ele não tem respostas convincentes nem a ele mesmo e logo ataca como uma “fera ferida”. Ferir a religião do fanático é atacar o próprio fanático. Não existe diferença entre ele e a sua religião. Os dois são um. “Eu sou [nome da religião]”, costumam dizer eles (ver 1 Corintios 3:4).

Mas o que é a religião do fanático? É um ser vivo? Não! É algo que não tem vida. Apenas um aglomerado de idéias, fábulas e tradições vazias. A religião não protege o seu fanático, mas ela que precisa do fanático para defendê-la e sustentá-la. O fanático defende um ídolo inanimado que se chama religião. Por isso, o fanatismo significa religiolatria.

O fanatismo gera morte e isso é comprovado com o que se vê nas noticias. Quem é fanático mata sem piedade, por amor a sua paixão ou fé. Ele não sente arrependimento por isso, já que se justifica em sua própria consciência pelo amor que rende a sua crença. Para o assassino fanático, ele não fez nada de errado, porque afinal de contas, ele está defendendo o que é certo (a sua religião). Enfim, o fanatismo fabrica psicopatas.

O fanatismo é cego porque ele é uma paixão. E toda paixão é cega (diferentemente do amor). A paixão não tem controle, domínio, nem é conveniente. A paixão é tão ciumenta a ponto de fazer loucuras. A paixão é o sentimento que leva ao apaixonado acreditar que é o possuidor do objeto adorado. Ele se diz possuído e possuidor daquilo que tanto venera. Ninguém consegue tirar o fanatismo do fanático porque sua paixão já faz parte da sua vida. Se tira a sua paixão, ou ele da sua paixão, é o mesmo que tirar a sua própria vida.

O fanatismo muitas vezes é disfarçadamente chamado de “amor à causa”, e pela causa, vale tudo. Não importa os meios, o que vale é chegar ao resultado. Resultado que se almeja apenas com o propósito de exibir aos outros. 

Não existe palavra tão próxima a fanatismo que “obstinação”. A obstinação sempre foi e será extremamente perigosa. A obstinação é cegueira total. É o desejo cego e carnal. Todo fanático é cego porque ele quer! Ele se recusa a ver o que está a sua volta, o que outros dizem, o que é ridículo nele mesmo. É cego por vontade própria. “Cegos guiados por outros cegos… Ambos cairão”. 

É muito difícil sair do fanatismo. Não só por causa de sua fé cega que se recusa a enxergar a verdade, mas também pelo medo da oposição que um ex-fanático terá que sofrer. Ele perderá amigos, será considerado traidor, e desejarão sua desgraça por ter se tornado um “infiel”. O fanático que se dá conta da sua ignorância, já não sairá mais “gritando” pela sua religião, mas se for covarde, permanecerá nela, comendo da sua comida suja!

Quando uma religião chega ao ponto do fanatismo (se torna religiolatria) ela se aproxima do seu fim, pois a partir daí ela pára de crescer, já que não conta mais com a simpatia do povo! Uma religião só terá chances de crescer se conte com a simpatia dos “de fora”. Caso contrário, ela terá que sobreviver com os seus antigos defensores que já não mais a defendem com a mesma força que antes.

A tarefa coletiva e organizada de sair à defesa de sua religião ou paixão terá um efeito muito negativo! Ainda que inflama o ego dos fanáticos e seus líderes, mas vai gerar uma antipatia extrema naqueles que não pertencem a tal religião. Os que pensavam em ingressar ao grupo, já se afastarão, pois o fanatismo assusta.

Por tanto, faça um auto-exame do seu fanatismo e observe o que você sente quando a sua religião é atacada ou criticada. Isso fará você perceber o nível de fanatismo que sofre. Essa doença perigosa, maldita e que leva almas à perdição eterna. 

“Mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus” (Jesus Cristo, em João 16:2).

Por Helio Colombe

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