Minhas primeiras impressões do Brasil

COMO VEJO O BRASIL….

O CIRCO, O TEATRO, O JOGO E O SHOW BUSINESS DAS IGREJAS

Estou impressionado com o que vejo hoje na TV depois de estar 8 anos fora do Brasil! As primeiras impressões que tive, estou registrando para que com o tempo não me acostume com elas! É isso que acontece com você que vive 24 horas por dia e 365 dias no ano tendo que ver e ouvir tanto lixo! Com o tempo você se acostuma com o mal cheiro…

O ESPETÁCULO CIRCENSE
Você lembra quando você foi ao circo pela primeira vez? Foi uma experiência inesquecível para mim! Pessoas com máscaras, pinturas, fantasias, palhaços que nos faziam rir do ridículo, musicas altas, expectativas, suspense, bichos, efeitos especiais, coisas incríveis e muita mágica!

Quanto mais disso tivesse, melhor seria o espetáculo! As pessoas pagavam para entrar ali para esquecer das suas tristezas e divertir-se com as piadas, números e truques! Depois, elas iam embora para viver suas vidas independentes, sem compromisso com o circo. Talvez no próximo fim de semana, visitariam o circo novamente.

Não é exatamente assim que buscam trabalhar as igrejas no Brasil?

Homens fantasiados, mascarados, fazendo palhaçadas, efeitos especiais, fundos musicais de expectativa (quase dizem: “Respeitável público….”), truques e muita mágica, homens fantásticos e com super-poderes, mulheres cabeludas, macacos inteligentes, leões e pigmeus, muita gargalhada e no fim, todos voltam pra casa ainda vazios, mas o vazio foi disfarçado!

Enquanto isso, os incrédulos e ímpios estão rindo dessas palhaçadas e desprezando o Evangelho.

Pra que fantasia? Para apresentar Jesus se necessitam as máscaras, as fantasias, os efeitos especiais? Se necessita na nossa cultura se vestir de profeta, ou mendigo, ou judeu, ou árabe, ou astronauta? Não! O Espírito Santo nunca precisou desses artifícios para convencer o homem, para libertá-lo, para ajudá-lo, para enchê-lo do fogo para fazer a Obra de Deus!

Isso só mostra o quão vazios do Espírito estes indivíduos estão!

A PEÇA TEATRAL
O teatro é também um entretenimento muito bonito de se ver! Mas quando a igreja quer se misturar com a vida teatral, tudo vira um desastre!

Não me refiro a quando um grupo de jovens faz uma peça teatral sobre salvação, etc… Falo do tipo de trabalho que se faz constantemente dentro do templo ou pela TV.

Muito drama, muitas lágrimas de atores e atrizes, cantores que buscam sensibilizar a platéia, atores que caem no chão, outros que fazem poesias, todos buscam o aplauso, a histeria da platéia, e o altar já não é mais altar, mas sim um palco de pessoas que fazem um show e gritam. A Casa de oração já é uma casa de espetáculos. Quem grita mais alto ou faz um show mais bonito, “leva a melhor”! Essa é a disputa!

O povo está se acostumando com isso. Alguns nunca viram o que realmente é igreja! Eles nasceram num teatro ou circo e para eles o estranho é o correto! Mas existem também muitos “antigos” que perderam a essência e se acostumaram também com esse tipo de espetáculo evangélico! Eles se esqueceram de como era a igreja no seu inicio. Eles também estão drogados com essa “droga de evangelho teatral e circense”.

Com tantas atrações cada vez mais espetaculares, nos perguntamos: Aonde vamos parar?

O JOGO (A PARTIDA)
O brasileiro é um competidor de natureza! Ele gosta de competir, de jogar, de disputar. Tudo o que o brasileiro aprende, ele quer ser o melhor, o campeão. Não é a toa que somos campeões em quase tudo no esporte… Isso é uma virtude se evitamos o exagero.

O problema é que as disputas no Reino de Deus são consideradas pecado contra Deus por serem obras da carne! A carne é o oposto do Espírito e uma igreja carnal jamais é espiritual:

“Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? Quando, pois, alguém diz: Eu sou de Paulo, e outro: Eu, de Apolo, não é evidente que andais segundo os homens? Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus… Vós sois de Cristo” (1 Coríntios 3:3-6, 23)

Somos todos de Cristo e não de homens ou de instituições! Porém, a disputa é para ver quem são os donos do rebanho que é de Deus! Nenhuma organização ou igreja derramou seu sangue por nós! Organizações não têm sangue! Ninguém mais nos comprou para Deus.

Conversando com uma pessoa cristã de muito tempo, ela me disse algo muito interessante: “Eu respeitava todas as outras ‘igrejinhas’, mas no fundo eu pensava que a minha igreja era a melhor!”.

Foi até divertida a conversa!

E realmente isso é verdade! Bem no fundo do coração dos membros de algumas igrejas, esse pensamento e sentimento está enraizado! “Somos os melhores! Somos os “the best”… Somos a elite do Evangelho!”.

Não se pode reconhecer nenhuma qualidade da outra igreja, senão imediatamente o ciúme responde: “Então por que você não vai pra lá?”.

Essa disputa vai crescendo a proporções perigosas. A disputa com o tempo vai se chamar guerra! E uma guerra nunca é boa!

A origem das contendas:

“De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres” (Tiago 4:1-3)

Se isso tudo não passa de uma partida, de um jogo, de uma disputa, então quem será o vencedor? Como e quando alguém será considerado vencedor? Quando acabe de destruir o outro? O que fará o vencedor depois de ter vencido todos seus adversários? Vai comemorar que agora sim ele é o melhor?

A disputa e o espírito de competição dentro (e fora) da igreja é algo diabólico! É uma armadilha! Este espírito está disfarçado em palavras como:

  • Não devemos aceitar a derrota (ok, mas com quem é a luta ou a disputa? O que está em jogo?).

  • Temos que ser cabeça e não rabo!

  • Não posso ter menos que o incrédulo! (Mas por que me interessa tanto a vida alheia?)

  • Quero provar que eu sou um vencedor! (Provar pra quem? Ou pra satisfazer a quem?).

  • Nossa igreja vai crescer muito, como José entre os seus irmãos… (Com que intenção queremos “crescer”?).

O SHOW BUSINESS
O show business ou o mundo dos negócios foi criado pelos homens de negócios e não por Deus. Quando vejo um programa de TV de homens de negócios eu os admiro muito! Porque eles falam de negócios e investimentos com muita propriedade! Eles são profissionais que sabem ensinar muitas lições úteis. Eles estudaram isso, nasceram pra isso, e o fazem muito bem! Mas o “mundo espiritual” nunca pode querer imitar o show business!

Quando a igreja quer se fazer passar por escola de negócios ou investimentos, ela cairá em dois erros: O ridículo de não saber fazer bem o show business e o ridículo de perder sua verdadeira identidade espiritual, sua essência espiritual.

A igreja deixa de ser igreja e acaba que nem se torna o que pretende. Não precisamos falar a linguagem dos negócios, não nos atrevamos a ensinar um empresário a trabalhar! Um médico a socorrer, um advogado a advogar, um vendedor a vender… Vamos ficar e continuar no altar e ao pé da cruz! Esse é o nosso lugar! O que eles têm que aprender conosco ninguém poderá ensiná-los! Os que têm sede virão buscar a nossa água.

No mundo dos negócios, quanto mais concorrência melhor! Mais o consumidor sai ganhando. A competição no mundo do show business beneficia o povo. Mas não é assim no Reino de Deus!

Quanto mais se aparenta que “lutamos por clientes”, mais distantes as almas ficarão de nós! As pessoas percebem essa disputa e acreditam que tudo é comércio e negócio. Que vergonha!

A IGREJA NÃO PODE PERDER SUA “CARA” DE IGREJA! A igreja não é sinagoga, a igreja não é circo, a igreja não é casa de mercado, a igreja não é escola de negócios, a igreja não é casa de shows ou espetáculos… A igreja é o povo que serve a Jesus, que se reune para aprender mais dEle, para louvá-Lo, é Seu povo que pratica Suas ordens, que evangeliza, que manifesta Seu poder e o seu amor de forma natural! A influência da igreja muda o mundo e não o mundo que muda a igreja! A IGREJA NÃO PODE PERDER SUA ESSÊNCIA, ELA NÃO PODE SE AFASTAR DO QUE ERA NO LIVRO DE ATOS DOS APÓSTOLOS!

Quando tentamos (nós, pastores) usar técnicas de marketing, as pessoas vão notar! Nós não somos marketeiros ou publicitários! Não somos vendedores de fórmulas mágicas ou do que seja! Não fomos chamados para isso! Não temos jeito pra isso! Os que nasceram para ser-lo que sejam! Mas nós não podemos arriscar em querer ser o que não somos! Vamos fracassar e o pior:

O EVANGELHO SERÁ AINDA MAIS VULGARIZADO!

É isso o que está acontecendo com nosso Brasil! Além do povo estar cansado de tanta corrupção e falsidade, as igrejas aumentam a estafa do nosso povo com essa maneira vulgar de trabalhar dentro e fora de seus templos! Y como me disseram no popular:

  • O povo já tá de saco cheio!

Essas são as primeiras impressões que tenho desse Brasil novo.

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